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Comunicação Integrada

Quais características da comunicação integrada?

Por: Isabela Pimentel28/jun/2021
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Comunicação integrada tem sido confundida com produção de conteúdo e tantos outros temas. Mas, vai muito além.

Planejar a comunicação integrada é uma arte que vai muito além da simples criação de planos. Hoje vamos começar uma jornada no universo do Planejamento, entendendo cada uma de suas etapas, desafios, processos e produtos.

Por isso, vamos detalhar cada conceito e tema  desde a fase do diagnóstico, passando pela execução e monitoramento das ações previstas no Plano.

Desafios de planejar a comunicação integrada

A comunicação integrada ajuda na definição de mensagens-chave

O profissional de planejamento, especialmente em tempos de alta velocidade no compartilhamento de informações, não pode planejar mirando apenas um único público. Antes de tudo, ele precisa:

  1. Ter uma visão integrada dos processos da empresa;
  2. Conhecer o macro e microambiente;
  3. Ter contatos e um bom relacionamento com outras áreas da empresa;
  4. Saber ouvir.

Características da comunicação integrada

1 . Todo planejamento de comunicação precisa estar alinhado a um objetivo de comunicação;

2. O objetivo de comunicação precisa estar associado à cadeia de valor da organização;

3.O tipo de informação a ser usado nas campanhas depende também dos objetivos da comunicação;

4. Não podemos adotar ferramentas sem entender o perfil dos públicos e a cultura organizacional;

5. Para cada etapa do planejamento, precisamos definir responsáveis, marcos, prazos e cronogramas;

6. As ações são apenas a “ponta do iceberg” do Planejamento Integrado de Comunicação;

7. Não confunda essa etapa complexa e completa do Planejamento com a simples elaboração de planos.

Também é muito importante que daqui pra frente você se lembre desses conceitos fundamentais

  1. Análise: conhecendo a empresa, seus públicos e o contexto em que está inserida = Identificação de problemas e as falhas na comunicação;
  2. Cenários: Conjunto de características e condições do ambiente externo, esperado ou temido para o futuro, que poderão afetar as atividades da organização, de seus clientes, de seus concorrentes;

    Para a criação dos cenários, é preciso imaginar modelos do que pode vir a acontecer. Quadros divergentes que possibilitam prever como as diversas forças e os diferentes fatores externos poderão influenciar os negócios.
  3. Postura estratégica:  maneira como a empresa posiciona-se diante do seu ambiente. Proporciona um quadro-diagnóstico geral, resultante do confronto entre seus pontos fortes e fracos e que a qualifica, quanto à sua capacidade de aproveitar oportunidades, e de enfrentar ameaças externas ou não controláveis.

    Corresponde à maneira ou postura mais adequada para a Empresa alcançar seus propósitos dentro da missão, respeitando sua situação interna e externa atual, estabelecida no diagnóstico estratégico.
  4. Ambiente externo (macroambiente): verificar as ameaças e oportunidades que estão no ambiente da Empresa e as melhores maneiras de evitar ou usufruir dessas situações;
  5. Olhar para fora de si, para o ambiente onde estão as oportunidades e ameaças. Fazer a análise como um todo, considerando no que pode se destacar: mercado nacional e regional; mercado internacional; evolução tecnológica; fornecedores; aspectos econômicos e financeiros; aspectos socioeconômicos e culturais; aspectos políticos; entidades de classe; órgãos governamentais; mercado de mão-de-obra; e concorrentes.
  6. Ambiente interno  (microambiente): esta fase pode ser dividida em: identificação da visão, identificação dos valores, análise externa, análise interna e análise dos concorrentes. O objetivo é identificar as deficiências e qualidades da empresa, isto é, os pontos fracos e fortes, que deverão ser determinados diante de sua atual posição produtos versus mercados, perante as outras empresas de seu setor de atuação, sejam estas concorrentes diretas ou apenas concorrentes potenciais.

    Para efeito desta análise, devemos também considerar os pontos neutros – aqueles que na análise não são considerados nem fracos ou fortes.
  7. Análise da concorrência: verifica-se o nível de conhecimento que possuímos de cada concorrente, o que indicará o grau de risco estratégico perante as estratégias dos mesmos, ou seja, quanto maior o conhecimento menor será o risco estratégico e vice-versa.

    Com base na análise, projeções e simulações das informações estratégicas a respeito da atuação passada e presente dos principais concorrentes, pode-se delinear a atuação futura desses concorrentes.
Você também precisa ter cuidado com os principais problemas que podem acontecer e levar a erros na hora de criação do seu plano, e também, durante as etapas do Planejamento de Comunicação Integrada.
  1. Já no início do planejamento um erro frequente  é o não-alinhamento entre os objetivos da comunicação e os da organização;
  2. Desconhecimento da realidade situacional da empresa (tanto macro quanto microambiente) antes da definição dos objetivos;
  3. Informações insuficientes sobre os meios de comunicação institucionais antes de propor novas campanhas e planos de ação;
  4. Não considerar colaboradores  e deixar de ouvir contribuições de outras áreas no processo de elaboração do Plano;
  5. Planejar com base em dados antigos e esquecer de identificar previamente falhas e problemas nas atuais práticas de comunicação;
  6. Deixar de fazer uma análise de cenários.

Além do alinhamento aos objetivos e ao Plano Estratégico da organização, é preciso considerar outras questões também:

  • Planejamento organizacional;
  • Planejamento de Recursos;
  • Planejamento das rotinas de implementação e controle.

Lembre que o Planejamento Estratégico é  uma poderosa ferramenta para a construção e a consolidação da imagem da empresa, que compreende a avaliação do mercado e da concorrência; o diagnóstico do posicionamento da marca até a definição de estratégias que combinem diferentes meios de comunicação interna e externa. 

Ou seja,  apenas com planejamento é possível estabelecer uma comunicação integrada.

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Confira as etapas do planejamento de comunicação integrada

Texto: Isabela Pimentel – Consultora
em Planejamento de Comunicação Integrada e Gestão de Projetos

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