comunicacao-interna.
Comunicação Interna

Política de Comunicação Interna: como criar?

Por: Isabela Pimentel2/fev/2022
Compartilhe:

Política de Comunicação Interna é extremamente necessária, porém, pouco presente e valorizada nas organizações. Apesar de ser pouco explorado de forma estratégica nas empresas, o processo de comunicação interna, ou comunicação com empregados, precisa estar alinhado com os objetivos e estratégias da alta liderança, ser parte do seu dia a dia.

Em tempos tão complexos, manter o público interno engajado e atuante é um desafio não apenas para a área de comunicação.

O que é Política de Comunicação Interna?

Sendo assim, uma das ações que auxilia no posicionamento da área de comunicação como estratégica para a empresa é a instituição de uma política de comunicação efetiva.

Nesse sentido, uma política de comunicação interna tem, entre seus objetivos, promover o fluxo de comunicação horizontal e vertical, contribuindo para a difusão de informações e ideias, de forma plural e diversa.

Todos devem tornar-se sujeitos dos processos comunicacionais, pois o modelo em que pessoas são meras receptoras de informações não existe mais e já não dá conta da realidade atual.

O que é Política de Comunicação Interna?

Dessa forma, a Política de Comunicação Interna é o documento que reúne princípios, orientações e recomendações para a atuação de profissionais da comunicação.

Sua finalidade é estabelecer as principais Diretrizes para o relacionamento com os públicos de interesse e para o alcance dos objetivos e resultados das ações de comunicação, de forma coordenada, regulamentada e integrada.

Como criar a política de comunicação interna?

Segundo Isabela Pimentel, da Comunicação Integrada, para que a criação da sua política seja a mais assertiva possível, é preciso atender algumas etapas:

  1. Alinhamento estratégico com a alta liderança – todos engajados desde o início do processo;
  2. Diagnóstico – para entender a empresa, suas práticas comunicativas, pontos fortes e detectar oportunidades;
  3. Definição dos objetivos estratégicos para a comunicação;
  4. Envolvimento das áreas-chave – a construção de uma política não deve ser um processo isolado. Sem a participação das demais áreas, não há adesão e engajamento;
  5. Criação, aprovação e atualização da política de comunicação – sempre alinhada aos contextos de mercado, sociedade e principalmente de comunicação a política precisa ser revisada e acompanhada constantemente.

O que deve conter na Política de Comunicação?

O conteúdo da Política de Comunicação Interna deve refletir as particularidades de cada empresa, mas basicamente ela pode incluir:

1. Princípios – como ética e responsabilidade socioambiental, transparência, atuação em rede, credibilidade, inclusão e agilidade;

2. Objetivos gerais e específicos da política;

3. Públicos estratégicos;

4. Listar os macroprocessos – é o meio pelo qual a instituição organiza grandes conjuntos de atividades, que envolvem mais de um setor para serem operacionalizadas, com o objetivo de gerar valor e cumprir sua missão. Exemplo: comunicação interna, assessoria de imprensa;

5. Diretrizes – cada macroprocesso deve ter sua diretriz descrita na política. No caso da Comunicação Interna ela visa apoiar o compartilhamento de informações qualificadas e a construção de uma relação de confiança, consolidar a cultura organizacional, favorecer a criação de um clima organizacional saudável e produtivo e apoiara consolidação de sua imagem;

6. Comunicação com os públicos – aqui cabe a criação de um quadro esquemático com os veículos, públicos prioritários, objetivos, linha editorial/conteúdos, periodicidade e formatos. De fácil visualização e entendimento, auxilia as demais áreas da empresa;

7. Funcionamento dos Comitês – já que a política deve ser criada com envolvimento das demais áreas, pode-se pensar na criação de comitês para discussão de temas dos macroprocessos;

8. Responsabilidades – é preciso ter clareza de responsabilidades de cada ator envolvido no processo, sempre a partir das diretrizes estabelecidas e do alinhamento técnico na empresa. Podemos usar a Matriz RACI;

9. Monitoramento e avaliação de resultados o acompanhamento e verificação de resultados permitem identificar oportunidades e a implantação do ciclo de melhoria contínua. Hoje em dia é primordial definir indicadores de processos que monitoram o cumprimento de fluxos e prazos, qualidade das ações e principalmente a efetividade das iniciativas;

10. Identificação de temas sensíveis – são assuntos ou questões que, por seus desdobramentos, podem afetar a imagem e a reputação da empresa. Necessitam de monitoramento e ações de prevenção;

11. Glossário com termos e conceitos.

Importante lembrar que o papel do comunicador ao liderar essa iniciativa é extremamente importante como forma de posicionamento na linha de frente estratégica da empresa e com a alta liderança.  Faz sentido ter uma política de comunicação interna na sua instituição?

Conte comigo e com o time de consultores da Comunicação Integrada no processo de diagnóstico comunicacional, planejamento e criação das políticas de comunicação.

Texto: Karina Cunha – Consultora e Gestora de Comunicação
Imagem: Divulgação

Quer saber mais sobre planejamento de comunicação?

Assista mais de 100 vídeos em nosso canal do Youtube sobre planejamento de comunicação. Aproveite para se tornar um comunicador mais estratégico!

Confira também 10 livros essenciais sobre comunicação integrada.

Então, se quiser se aprofundar ainda mais e adquirir conhecimentos bem estruturados sobre como planejar, gerir e monitorar a comunicação digital, conheça nosso curso ao vivo e avançado: Diagnóstico e Planejamento de Comunicação Integrada.

Você também pode gostar de:

Newsletter

Receba os cases, notícias e novidades em seu e-mail.

Materiais Educativos

A partir da nossa expertise em Planejamento de Comunicação, Estratégia e Gestão de Projetos, desenvolvemos diversos materiais educativos para sua empresa.

Acompanhe nossos materiais educativos