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O que é a comunicação integrada e estratégica?

Entenda o que é a comunicação integrada e estratégica e saiba como implementar um plano integrado de comunicação na sua empresa.

Por: Isabela Pimentel

Publicado em: 28/06/2021

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Comunicação integrada e estratégica ainda é algo distante das empresas brasileiras e há muita confusão sobre o tema. Vamos mudar essa visão?

A comunicação integrada é aquela capaz de transmitir de forma clara a todos os públicos de interesse da empresa o que ela produz, quem ela é e no que acredita. Um dos seus maiores desafios é alinhar as mensagens de conteúdo institucional e mercadológico.

Para quê investir em Comunicação Integrada?

A Comunicação corporativa tem sido usada como uma das principais ferramentas para a construção da reputação das empresas. Alinhar missão, visão e valores à estratégia da firma,  para construir uma imagem sólida perante todos os seus públicos de interesse é a principal tarefa do gestor da área e seus colaboradores.

O que é a comunicação integrada?

Com a presença cada vez mais forte das redes sociais, não existe comunicação unilateral e isolada. Uma denúncia de trabalho escravo em Singapura pode afetar o valor da empresa na bolsa americana.
Como fazer uma comunicação realmente integrada, respeitando a especificidade dos públicos e atendendo suas expectativas?

E assim, o valor  de uma empresa não é apenas seu patrimônio físico ou econômico. Vivemos a “economia da reputação”, na qual vai ficar na memória e com uma boa reputação a empresa que souber se comunicar de forma eficaz com seus públicos estratégicos.

Pra quê investir em Comunicação Integrada?

Manter a coerência entre discurso e prática, agir de acordo com sua missão e seguir seus princípios são algumas formas de a empresa manter sua reputação no mercado.  Para se comunicar de forma plena, a empresa precisa encarar a comunicação em uma perspectiva mais integrada.

Mais que uma articulação de esforços, a comunicação integrada é uma filosofia que guia o cotidiano. Os públicos, cada vez mais complexos e atuantes, querem fazer parte dos processos de comunicação interna, saber de todas as informações, investimentos, parcerias e tudo sobre a empresa. E o que aconteceria se um colaborador descobrisse que sua empresa passará por um processo de fusão através da imprensa? Provavelmente, ele pensará que não faz parte das estratégias comunicativas e que, portanto, não precisa ser informado.

Vamos conhecer a metodologia integrada e estratégica desenvolvida pela consultora e especialista no tema, Isabela Pimentel?

Mapa da Comunicação Integrada- Isabela Pimentel
Clique aqui para conferir em alta resolução

Ao adotar essa perspectiva da comunicação integrada, um empresa deve abraçar o desafio e o esforço de mapear todos os seus públicos e estar disposta a entender as especificidades dos contextos de recepção das mensagens e todos os elementos que compõe a chamada cultura organizacional. De que vale produzir um mesmo texto e adaptá-lo para diversas mídias, achando que isso é comunicar de maneira integrada?

Comunicação integrada vai além e apresenta-se como uma filosofia e conjunto de ações capazes de incrementar as relações organizacionais em nível interno, mercadológico e institucional, ajudando as organizações a cumprir sua missão e atingir suas metas. Até quando agir de forma fragmentada?

Dê adeus à antiga comunicação linear, fragmentada  e abra a mente dos executivos da sua empresa para a Comunicação Integrada.

Conheça as principais razões para investir nela:

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1- Ao articular todos os esforços, permite que, mesmo em diferentes mídias, as mensagens estratégicas contenham o mesmo espírito;

2- Ao realizar um mapeamento dos públicos antes do planejamento das ações, facilita a produção de conteúdos focados e eficazes;

3-  Ao reconhecer a especificidade de cada um dos elos do processo comunicativo, encara a empresa sob uma perspectiva holística;

4- A comunicação passa a ser vista como um processo dinâmico e elemento fundamental de uma boa gestão.

Visão clássica: Kunsch

Como conversamos, uma das visões clássicas da Comunicação Integrada é o composto criado pela professora Margarida Kunsch, que se divide em :

  1. Comunicação Institucional;
  2. Comunicação Interna;
  3. Comunicação Mercadológica;
  4. Comunicação Administrativa.

NESSE MODELO PROPOSTO ACIMA, PERGUNTO A  VOCÊ: ONDE ENTRARIAM AS REDES SOCIAIS E A GESTÃO DE CRISE, POR EXEMPLO? SÃO TEMAS QUE ENVOLVEM OS FUNCIONÁRIOS, IMPRENSA E MUITOS OUTROS STAKEHOLDERS, INDO MUITO ALÉM DE CAIXINHAS SEPARADAS.

É hora de pensar fora das caixinhas!

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Para que você comece a superar essa dicotomia e a pensar fora das caixinhas, vou te mostrar um novo modelo bem bacana e atual:  o composto das Relações Públicas Plenas (RPP), concebido pelo professor Manoel Marcondes Neto.

A metodologia dos 4R pode ser utilizada tanto para diagnóstico das práticas  de comunicação da sua empresa, quanto para criação de novos planos.

1.  Reconhecimento

O primeiro R é o de reconhecimento, definido como o “Conjunto de práticas que levam um nome, causa, organização, produto ou campanha  a adotarem personalidade própria.  É a propriedade de um ente (individuo, causa, marca ou organização) ser identificado por seus públicos de interesse, ditos stakeholders, como distinto, único e assim, ser reconhecido pelo conjunto maior desses públicos, a sociedade”.

As marcas podem investir em 4 estratégias para reforçar o reconhecimento:

Estabelecimento de uma identidade corporativa, gestão da marca (branding), construção da imagem da marca e propaganda institucional.

2.  Relacionamento

Vamos agora ao segundo R, de relacionamento, que é definido por  Marcondes como “Assunto específico que demanda gestão especializada (…) pois não raro há interesses antagônicos entre dois ou mais grupos reunidos sob a égide , ou influência, de uma mesma organização”. (Marcondes, p.50).

  • Relacionamento com o público interno;
  • Atendimento ao público externo;
  • Relacionamento com os clientes (customer relationship);
  • Ouvidoria;
  • Mediação de conflitos;
  • Comunidades circunvizinhas.

3.  Relevância

O terceiro R é o de relevância, que segundo Marcondes, “Uma vez obtida, ela  será algo que se manterá com, além de atitudes, comunicação institucional cuidadosamente planejada. Destacar-se na paisagem, tornar-se diferente, distinto, acima da concorrência, exigirá esforços consideráveis e permanentes”.

Ele dá dicas de como a empresa pode alcançar relevância perante seus públicos de interesse, os stakeholders, são elas:

Pesquisa de opinião;

Patrocínio;

Eventos;

Marketing Social.

4. Reputação

O quarto R é a reputação. Ela existe como uma imagem que se forma na mente e se projeta na palavra de quem olha para a organização, percebendo-a, faça a mesma esforços de marketing e Relações Públicas ou não.

São formas da empresa reconhecer sua reputação realizar  estudo dos públicos, investir em Comunicação Institucional, Divulgação e ter uma política de  Gestão de crises de imagem pública.

Esperamos que tenha gostado desse conteúdo especial!

Conheça mais sobre comunicação integrada em nosso curso de Formação Completa.

Texto: Isabela Pimentel 
*Jornalista, Historiadora e  Especialista em Comunicação Integrada
Imagem: Divulgação

Isabela Pimentel

Doutoranda em Comunicação (PUC Rio).Mestre em Mídias Digitais (UFRJ), Especialista em Gestão da Comunicação (Projetos e Processos), Estratégias Integradas e Conteúdo Digital, Professora, Pesquisadora, Certificada em Content Strategy pela Hubspot e Content Entrepreneurship pela The Tilt, do Joe Pulizzi. Autora dos livros “Ouvi Dizer” e Guia da Gestão Integrada'. Já gerenciou mais de 35 projetos.

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