Tendências de Comunicação Integrada

Boatos na era da pós-verdade

Por: Isabela Pimentel16/jun/2017
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As crises não nasceram com as redes sociais, mas, é fato que a estrutura em rede e a participação ativa dos influenciadores aumentaram a velocidade de propagação de notícias, sejam elas verdadeiras ou não.Crises baseadas em informações falsas ocorrem quando um texto, noticia , boato ou postagem falsa rapidamente atingem altas taxas de compartilhamento e engajamento por parte do público, que não apenas lê a mensagem, mas muitas vezes a compartilha ( sem uma checagem atenta e crítica).

Devido ao grande volume de informações que circulam na internet, também se verifica o aumento dos boatos.

As empresas citadas na noticia falsa ou no caso relatado no boato, então, precisam interceder sempre, de preferência, nos estágios iniciais da crise, antes que a versão incorreta e não oficial ganhem ainda mais alcance e visibilidade em sites e redes sociais.

Comentários negativos, críticas e informações incorretas não devem ser ignorados pelas empresas que realmente se preocupam com sua imagem e reputação

Cada empresa deve criar um plano de gestão de crise ,elegendo temas que são sensíveis para seu negócio e área de atuação, e a partir dessa eleição, criar o chamado mapa de risco,que relaciona o impacto e a probabilidade de um evento crítico se concretizar.

Como os boato se espalham?

Os boatos tendem a crescer quando os conteúdos das notícias e postagens falsas envolvem temas sensíveis e que geram comoção e apelo dos leitores, como questões de saúde (produtos que causam mal,por exemplo), politica, atitude controversas de figuras públicas, escândalos sobre bens não declarados), erros e falhas em produtos, dentre outros.

Outro fator que amplia a difusão dos boatos é quando um influenciador digital compartilha essa informação não verídica e pelo seu grau de influência, muitas pessoas acreditam que tudo que ele compartilha é correto. 

Diante do crescimento de boatos e do compartilhamento de informações falsas na internet, têm surgido diversos movimentos e iniciativas para diminuir tais índices.

Empresas têm investido em ferramentas para checagem de informações publicadas em sites e redes sociais. Vale também citar o site boatos.org e sua página no Facebook.

Nesse momento de pós-verdade, as empresas que querem preservar sua imagem e reputação devem investir em um trabalho ativo de planejamento, mapeamento de temas críticos e monitoramento de redes sociais e sites de notícias.

Estar na rede sem uma política de produção de conteúdo ativa , planejamento e monitoramento é falta de visão .

Na era digital , em que consumidores, cidadãos e marcas interagem de forma tão próxima, monitoramento é a palavra chave para evitar e conter a propagacao de noticias falsas e boatos.

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