Avalie o Grau de Integração da Comunicação® (GIC) da sua empresa e obtenha insights estratégicos.

Novas tecnologias ampliam divulgação científica

Saiba como as novas tecnologias podem alavancar a divulgação científica e utilize o planejamento de comunicação a favor da empresa

Por: Isabela Pimentel

Publicado em: 12/10/2014

Compartilhe:

Escrever sobre ciência hoje é bastante diferente do que era décadas atrás. Com o advento das novas tecnologias, tornou-se possível o acesso a mais informações, favorecendo o trabalho do jornalista.

“Não apenas as fontes podem ser acessadas com maior facilidade, mas, sobretudo,  o número de espaços de divulgação (portais, blogs, newsletters etc) aumentou consideravelmente”, afirma o professor e jornalista Wilson Bueno. Para Bueno, a facilidade de acesso às novas ferramentas exige maior vigilância por parte do jornalista ou do divulgador científico porque há fontes sem credibilidade e comprometidas com interesses de toda ordem (empresariais, políticos, de grupos etc) disponibilizando informações na web, com o objetivo de confundir a opinião pública e subsidiar ações de lobby, nem sempre legítimas.

Redes sociais

Se, por um lado,  ter mais informações disponíveis facilita a apuração, é neste momento que entra em cena uma das maiores contrariedades da era 2.0: a credibilidade da informação.  “A relação entre cientistas e jornalistas, mediada pelas novas tecnologias,  tem merecido incremento, mas permanecem desconfianças devido a inúmeros fatores, como a falta de capacitação de muitos jornalistas e divulgadores cientificos; a restrição, que julgo conservadora, mas justificada em determinadas situações, de cientistas em relação à divulgação científica; o sensacionalismo de determinados espaços utilizados para divulgação científica (portais e blogs, programas de rádio e TV, jornais e revistas etc) e mesmo a falta de disposição para uma efetiva parceria em prol da democratização do conhecimento científico”, alerta.

O especialista acredita que, neste cenário, as redes sociais tem o poder de sensibilizar para a necessidade de políticas públicas voltadas para a divulgação científica, ampliar o processo de circulação de informações (pesquisas, fontes etc) em ciência, tecnologia e inovação e, em fanpages com credibilidade, oferecer novas pautas para notícias e reportagens.

“Em grupos fechados, no Facebook, por exemplo, podem favorecer a interação e a troca de informações (links, resultados de pesquisas, fontes, publicações etc) entre jornalistas que cobrem a área e entre pesquisadores e cientistas”, aponta.

Uma relação de confiança

Apesar do aumento dos debates sobre a  importância do jornalismo científico, diversos cientistas temem fazer declarações à  imprensa e ver o resultados de suas pesquisas serem divulgados de forma incorreta ou sensacionalista.

Bueno explica que jornalistas competentes e cientistas que reconhecem a importância da divulgação científica têm estabelecido parcerias recompensadoras, particularmente porque contribuem para o incremento do volume de informações qualificadas de ciência, tecnologia e inovação.

E a capacitação do comunicador social tem papel central neste processo.  “É preciso lembrar que jornalistas têm se capacitado para esta cobertura e muitos deles têm hoje,  inclusive,  formação superior avançada (mestrado, doutorado), o que  facilita esta interação e este diálogo com os pesquisadores”, destaca.

Ele cita o caso das Fundações de Amparo a Pesquisa (FAPs), como as de  São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pará, Amazonas e Bahia, como entidades que atuam financiado projetos para qualificar e ampliar a divulgação científica e que, com isso, tem estimulado a interação e o reconhecimento do papel do divulgador científico.

“A confiança deriva de uma relação em que ambas as partes estejam em sintonia com o mesmo objetivo. Para mim, esse objetivo deve ser a democratização do conhecimento científico, a divulgação das pesquisas de qualidade produzidas em universidades, institutos e empresas”, conclui.

Texto:  Isabela Pimentel

Imagem: Getty Images / Acervo Pessoal – Wilson da Costa Bueno

Leia também 


Teias da informação: jornalismo e divulgação científica nos blogs

A importância do jornalismo científico

Conceitos fundamentais de divulgação científica

Isabela Pimentel

Doutoranda em Comunicação (PUC Rio).Mestre em Mídias Digitais (UFRJ), Especialista em Gestão da Comunicação (Projetos e Processos), Estratégias Integradas e Conteúdo Digital, Professora, Pesquisadora, Certificada em Content Strategy pela Hubspot e Content Entrepreneurship pela The Tilt, do Joe Pulizzi. Autora dos livros “Ouvi Dizer” e Guia da Gestão Integrada'. Já gerenciou mais de 35 projetos.

Você também pode gostar de:

Planejamento de Comunicação na Gestão da Mudança

Planejamento de Comunicação na Gestão da Mudança

O planejamento de comunicação na gestão da mudança é essencial para garantir engajamento, reduzir resistências e alinhar pessoas à estratégia.

Por: Isabela Pimentel

Importância da gestão de projetos na comunicação

Importância da gestão de projetos na comunicação

Projetos de comunicação integrada são fundamentais para que as organizações se comuniquem bem com seus públicos. Entenda os pilares.

Por: Isabela Pimentel

Quais são os 3 pilares do plano estratégico de comunicação?

Quais são os 3 pilares do plano estratégico de comunicação?

Um verdadeiro plano estratégico de comunicação só ganha força quando integra pessoas, processos e objetivos de negócio

Por: Isabela Pimentel