Avalie o Grau de Integração da Comunicação® (GIC) da sua empresa e obtenha insights estratégicos.

Comunicação interna: sua empresa fala com os colaboradores?

O colaborador deve ser tomado como agente principal da comunicação interna e os veículos devem refletir a diversidades de públicos

Por: Isabela Pimentel

Publicado em: 20/11/2014

Compartilhe:

Comunicação interna não é algo simples ou corriqueiro. Foi-se o tempo em que circulares e memorandos eram suficientes para comunicar tudo que acontecia no universo da empresa.

Os mercados cada vez mais competitivos, a fusão e aquisição de novos negócios e a velocidade na transmissão da informação transformaram o antigo cenário das organizações.

Agora, é preciso não apenas comunicar no sentido restrito, de emitir mensagens, mas estar disposto a ouvir o colaborador e estabelecer com ele um relacionamento duradouro, baseado na troca, respeito e compreensão.

Além do básico na comunicação interna

Muitas empresas ainda confundem a pluralidade e o  elevado número de veículos de comunicação interna, a exemplo de jornais murais, newsletters, house organs, quadros de avisos e revistas com uma comunicação eficiente. Não basta apenas lotar a caixa de mensagens do colaborador com dezenas de comunicados se eles não informam, de fato.

O colaborador deve ser tomado como agente principal da comunicação interna e os veículos devem refletir a diversidades de públicos, dando a eles chances de se envolver na produção de textos, através da sugestão de pautas para entrevistas e reportagens.

Se o jornal interno fala apenas da diretoria, os funcionários dos demais setores acabam não se sentindo sujeitos da história da organização.

Colaboradores sem informação começam a se sentir pouco engajados e desestimulados, especialmente por considerarem que a atividade que desempenham não vem recebendo o devido destaque nos veículos, ao lerem somente matérias oficiais, positivas e do universo corporativo “cor de rosa”.

Por isso, é preciso ouvir os funcionários, conhecer seus hábitos, o que preferem ler, ouvir, a forma como desejam receber determinada mensagem e realizar periodicamente pesquisas sobre as práticas de comunicação interna.

Como o público interno é o principal disseminador da imagem da empresa (são os embaixadores da marca), é preciso que ele seja considerado prioritário no desenvolvimento das políticas de comunicação, sendo permanentemente ouvido e consultado, para que as ações realizadas sejam eficazes e fortaleçam a misssão, visão e valores.

Texto: Isabela Pimentel

Imagem: Setesys

Acompanhe as novidades sobre comunicação interna em nosso canal do  Youtube

Isabela Pimentel

Doutoranda em Comunicação (PUC Rio).Mestre em Mídias Digitais (UFRJ), Especialista em Gestão da Comunicação (Projetos e Processos), Estratégias Integradas e Conteúdo Digital, Professora, Pesquisadora, Certificada em Content Strategy pela Hubspot e Content Entrepreneurship pela The Tilt, do Joe Pulizzi. Autora dos livros “Ouvi Dizer” e Guia da Gestão Integrada'. Já gerenciou mais de 35 projetos.

Você também pode gostar de:

Comunicação e ESG na era da transparência

Comunicação e ESG na era da transparência

A transparência na comunicação é um pilar fundamental para a construção de relacionamentos sólidos entre organizações e seus públicos.

Por: Isabela Pimentel

Diferença entre comunicação corporativa, empresarial e  institucional

Diferença entre comunicação corporativa, empresarial e institucional

Quando falamos sobre a forma como uma organização se expressa, é comum haver confusão entre os termos comunicação corporativa e empresarial.

Por: Isabela Pimentel

Gestão integrada de redes sociais

Gestão integrada de redes sociais

Muitas marcas ainda cometem o erro de tratar seus canais de comunicação como ilhas isoladas, e é aqui que entra o poder da gestão integrada.

Por: Isabela Pimentel